O projeto “Centro de Interpretação da Natureza do Pico Alto” (CINPA), nasceu de uma parceria entre a Câmara Municipal de Silves e a Associação Almargem, ao abrigo do PRODER. Localizado na antiga escola primária do Pico Alto, freguesia de S. Bartolomeu de Messines, o CINPA pretende ser um espaço interativo onde crianças e adultos são convidados a apurar os seus sentidos para que de uma forma, prática e simples, experienciem a natureza. O projecto CINPA tinha previsto uma exposição temática permanente sobre a evolução da paisagem e os fatores modificadores da mesma, com suportes multimédia e painéis informativos.
Na envolvência do CINPA foram criados 2 percursos pedestres circulares, devidamente sinalizados e enriquecidos com painéis e estruturas interpretativas sobre fauna, flora, geologia e aspetos culturais alusivos à aldeia.
O centro
Este centro, que já não está em funcionamento, nasceu da iniciativa da Câmara Municipal de Silves que, em conjunto com a Associação Almargem, apresentou uma candidatura ao Programa de Desenvolvimento Rural -PRODER. Situado na antiga escola primária do Pico Alto, também ela recuperada pela autarquia, estava previsto que este centro tenha uma exposição temática permanente sobre a evolução da paisagem e dos factores modificadores da mesma, com suportes multimédia e painéis informativos. O exterior do edifício foi aproveitado para iniciativas e actividades que permitem conhecer as espécies de flora e fauna locais, criando-se um percurso pedestre para esse efeito, com sinalização e informação. Para a autarquia de Silves este projecto inseria-se nas preocupações estratégicas do Município, que definiu a diversificação da oferta turística como uma das suas grandes apostas, criando espaços e factores de atracção para os interessados na prática do turismo ecológico e abrindo as portas do interior do concelho.
Localização
Criar rede de equipamentos
O Centro de Interpretação da Natureza do Pico Alto tinha o objectivo de integrar uma rede de equipamentos municipais ligados à preservação da natureza, que a autarquia de Silves já criou ou pretende criar como o Parque Cinegético/Quinta Pedagógica, os moinhos de vento e de maré, os museus do Traje e das Tradições (em Messines) e do Lagar ( em S. Marcos da Serra).
Estação da Biodiversidade do Pico Alto
As Estações da Biodiversidade são percursos pedestres curtos (máximo de 3 km), sinalizados no terreno através de 9 painéis informativos sobre as riquezas biológicas a observar pelos visitantes. Neste local começa da Estação da Biodiversidade do Pico Alto, caminho dominado por matos tipicamente mediterrânicos que termina nas eólicas que dominam a paisagem. Mais informações aqui.
Este projecto deriva de uma actividade curricular de alunos da Escola Secundária de Loulé, que devido ao seu interesse e empenho veio a ter continuidade neste projecto da Almargem financiado pelo Fundo Ambiental.
O objectivo do projecto CARCAVAI GREENWAY é desenvolver uma lógica local de educação ambiental assente no envolvimento dos cidadãos, alunos e jovens em particular, na valorização do território. Centrado na rede hidrográfica da Ribeira de Carcavai / Ribeira do Cadoiço, o projecto pretende, além de acções de monitorização, desenvolver iniciativas fundamentais para que o principal eixo desta ribeira possa ser transformado num greenway ou corredor verde, que permita a continuidade espacial e conservação da biodiversidade em todo o território, bem como uma adequada integração com o desenvolvimento das actividades humanas e dos aspectos culturais a ela associados, nomeadamente na sua passagem pelo meio urbano de Loulé e noutras zonas habitadas ou de interferência humana direta no ordenamento do território.
Na perspectiva da valorização do território, enquanto elemento central do projecto, iniciou-se uma caracterização do corredor ecológico da Ribeira de Carcavai / Ribeira do Cadoiço, promovendo acções de sensibilização, formação e divulgação, de forma a abrir caminho para a implementação futura de uma estrutura verde, com limpeza, renaturalização e preservação do leito e das margens e consequente instalação de uma via pedonal e ciclável entre Loulé e a foz da ribeira. Na vertente educativa efectuou-se a sensibilização para os serviços que este ecossistema ripícola presta à humanidade em termos de provisionamento, de regulação, de suporte e de cultura, não só na sua componente aquática, mas também nas suas margens, já que nos sistemas ribeirinhos estas têm um papel primordial no controle do escoamento hídrico, dos sedimentos, intercepção de nutrientes, redução de processos erosivos, aumento da biodiversidade e valorização estética da paisagem.
Para o desenvolvimento deste projecto contámos a colaboração de diversas entidades e pessoas ás quais estamos profundamente agradecidos.
O projecto CARCAVAI GREENWAY decorreu de Julho a Novembro de 2018.
Objetivo geral Na perspetiva da valorização do território, enquanto elemento central do projeto, pretende-se iniciar uma caracterização do corredor ecológico da Ribeira de Carcavai, promovendo ações de sensibilização, formação e divulgação, de forma a abrir caminho para a implementação futura de uma estrutura verde, com limpeza, renaturalização e preservação do leito e das margens e consequente instalação de uma via pedonal e ciclável entre Loulé e a foz da ribeira.
Na vertente educativa pretende-se sensibilizar para os serviços que este ecossistema ripícola presta à humanidade em termos de provisionamento, de regulação, de suporte e de cultura, não só na sua componente aquática, mas também nas suas margens, já que nos sistemas ribeirinhos estas têm um papel primordial no controle do escoamento hídrico, dos sedimentos, interceção de nutrientes, redução de processos erosivos, aumento da biodiversidade e valorização estética da paisagem.
Objetivos específicos • Sensibilização ambiental e envolvimento ativo de escolas, autarquias, organizações não governamentais e outras instituições públicas ou privadas, envolvendo-as nos objetivos específicos deste projeto através da adoção de troços ribeirinhos criando condições logísticas para que tal aconteça. • Fomento de iniciativas de reflexão e debate, nomeadamente workshops e conferências, que constituam uma oportunidade de divulgação dos objetivos de desenvolvimento sustentável da Agenda 2030 das Nações Unidas (ODS), sobre os compromissos do Acordo de Paris e do Plano Nacional da Água, enquadrando-os na lógica da valorização do território, contemplada no ENEA 2020, e da preservação dos ecossistemas associados aos ecossistemas ribeirinhos envolvidos neste projeto, nomeadamente através um concurso de ideias promotoras da continuidade espacial e conservação da biodiversidade em todo o curso de água e a sua integração com o desenvolvimento da atividade humana nas diversas vertentes. • Desenvolvimento de ações de monitorização ativa que sejam um garante da existência de condições para que as águas da Ribeira de Carcavai permaneçam de boa qualidade nos locais onde são usadas pelas comunidades e que o saneamento de águas residuais seja feito de um modo que não gere impactos negativos. • Valorização, conhecimento e utilização adequada da estrutura ripícola na passagem pelo meio urbano e outras zonas de utilização humana, evitando que a ação humana inviabilize a sua sustentabilidade, fomentando, para isso, compromissos dos agentes económicos e das autarquias, no sentido do desenvolvimento de uma economia circular de valorização dos resíduos e preservação das estruturas ribeirinhas. Neste contexto, ainda que de modo marginal, o projeto trabalha a promoção de economias circulares, que não sendo um eixo deste programa, constitui um dos pilares do ENEA 2020. • Preservação da natureza, em particular da vegetação autóctone, mais adaptada às condições do solo e do clima do território, sendo, por isso, mais resistente a condições extremas do que as espécies introduzidas, ajudando a manter a fertilidade e o equilíbrio biológico das paisagens, bem como a diversidade dos recursos genéticos, constituindo importantes lugares de refúgio e reprodução para um grande número de espécies animais, muitas delas ameaçadas ou mesmo em perigo de extinção local. • Remoção de espécies invasoras, através da compreensão de que a flora autóctone exerce um importante papel na regulação e melhoria do clima, bem como no sequestro de carbono da atmosfera contribuindo para a redução do efeito estufa e, consequentemente, para uma mitigação das alterações climáticas. Neste contexto o projeto trabalha a descarbonização, que não sendo um eixo deste programa, constitui um dos pilares do ENEA 2020. • Capacitação de docentes e agentes de desenvolvimento locais, sobre a valorização dos ecossistemas ribeirinhos e para a fruição saudável e redução da pressão sobre os mesmos pelas comunidades e agentes económicos.
Concurso de Ideias
Ocorreu o “Concurso de Idéias para a Ribeira do Cadoiço – Muda o Teu Mundo” que visa apoiar a iniciativa e a capacitação dos participantes, através da criação de acções que incentivem os participantes a apresentarem as suas ideias, a criarem projectos, a organizarem acções em prol dos seus interesses e da sua comunidade, tendo em vista a intervenção no corredor verde da Ribª do Cadoiço.
Na 1ª edição de um concurso de ideias pretendeu-se lançar o debate na sociedade civil para a necessidade de regular e proteger o corredor verde ao longo da Ribª do Cadoiço, solicitando e apoiando as ideias mais originais para a sua protecção.
Rede de Educação Ambiental para os Serviços dos Ecossistemas (REASE)foi um projeto que pretendeu iniciar, no Algarve , a consolidação de alguns dos meios humanos e materiais essenciais para garantir a respetiva sustentabilidade, capacitar docentes e outros técnicos de EA e sensibilizar crianças, jovens e a população em geral para a importância dos ecossistemas como prestadores de serviços ao nível do Planeta e da Humanidade.
Numa primeira fase, foram desenvolvidas diversas ações centradas em ecossistemas costeiros e dulceaquícolas , cobrindo as diversas tipologias definidas pelas normas da candidatura em causa, e inseridas em duas das suas três áreas - chave: valorização do território e descarbonização da sociedade.
Este projeto foi financiado no âmbito do FUNDO AMBIENTAL do Ministério do Ambiente, e teve como coordenadora a Associação Almargem integrando na Equipa Técnica do projeto entidades como a Universidade do Algarve/CCMAR, o Centro de Ciência Viva do Algarve (Faro), o Centro de Ciência Viva de Tavira, o Agrupamento de Escolas João de Deus e os Centros de Formação de Professores - Ria Formosa (Faro e Olhão), Levante Algarvio (Vila Real de St António, Tavira, Castro Marim e Alcoutim) e Litoral à Serra (Loulé e S.Brás de Alportel).
Objetivos
Estabelecer uma rede entre várias instituições da região algarvia, tendo como meta o planeamento e desenvolvimento de projetos de educação ambiental na área dos serviços ecossistémicos (SE ́s) , isto é, os serviços que os ecossistemas fornecem à humanidade, nomeadamente de provisionamento (fornecimento de alimentos, água, matérias primas e outros recursos), de regulação (descarbonização do mar e da atmosfera, regulação do clima, controlo de doenças, purificação das águas, proteção costeira, controlo da erosão,...), de suporte (ciclos de nutrientes, produção primária. biodiversidade,...) e culturais (benefícios educacionais, estéticos, espirituais e recreativos). No âmbito da tipologia “Efeito Multiplicador” (onde se incluem as ações de formação) constituem objetivos do REASE:
Capacitação de docentes, quadros da administração local, técnicos das organizações não - governamentais e de outras instituições públicas ou privadas, bem como os cidadãos em geral sobre o te ma dos serviços ecossistémicos;
Criação de uma incubadora de projetos de Educação Ambiental formal dotada das condições materiais, técnicas e humanas para a elaboração, implementação e replicação de projetos inovadores de educação ambiental na área dos serviços ecossistémicos.
Centro de Recursos
A Associação Almargem disponibiliza material obtido em diferentes projetos para a utilização gratuita e temporária por parte de entidades de educação ambiental sem fins lucrativos.
Listagem de material disponível obtido através do projeto REASE, financiado pelo Fundo Ambiental em 2017.
5 x Binóculos Adulto (Olympus Nature 8x40 DPSI)
5 x Binóculos Criança (Olympus Outdoor 8x21 RC II WP)
- Guia de Roteiro de Descoberta de Natureza (Ribeira do Cadoiço)
- Guia de Roteiro de Descoberta de Natureza (Trafal e Foz do Almargem)
- Guia de Roteiro de Descoberta de Natureza (Fonte Benémola)
- Guia de Roteiro de Descoberta de Natureza (Vale da Asseca)
Todas estas publicações, em formato PDF, podem ser descarregadas diretamente e de forma gratuita no portal da associação (www.almargem.org > Publicações).
A requisição do material terá que ser feito mediante o preenchido de um termo de responsabilidade, disponível aqui: DESCARGA
O termo deve ser preenchido na sua totalidade e devolvido via correio ou e-mail.
A Almargem associou-se ao projeto regional “Voluntariado Ambiental para a Água”, iniciativa da delegação do Algarve da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), para a monitorização voluntária da qualidade ecológica dos ecossistemas dulçaquícolas, costeiros e marinhos através de bioindicadores como os macroinvertebrados bentónicos.
O projeto começou em 2010, tendo a Almargem vindo a marcar presença nos Encontros Regionais do Voluntariado Ambiental para a Água organizados desde então e, após um período de formação, iniciámos em 2014 os trabalhos de campo.
Certificado de Mérito
Identificação de Macroinvertebrados
Recolha de Amostras
Atividades realizadas em 2017
Monitorização de macroinvertebrados bentónicos na ribeira da Menalva, Paisagem Protegida Local da Fonte Benémola, com alunos;
Monitorização de macroinvertebrados bentónicos na ribeira do Cadoiço, Loulé, com alunos.
Atividades realizadas em 2016
Monitorização de macroinvertebrados bentónicos na ribeira da Menalva, Paisagem Protegida Local da Fonte Benémola, com alunos;
Monitorização de macroinvertebrados bentónicos na ribeira do Cadoiço, no evento «Cadoiço em Festa».
Atividades realizadas em 2015
Monitorização de macroinvertebrados bentónicos na ribeira da Menalva, Paisagem Protegida Local da Fonte Benémola, com alunos do 1º Ciclo da Escola Básica do Bom João (Faro);
Monitorização de macroinvertebrados bentónicos na ribeira da Menalva, Paisagem Protegida Local da Fonte Benémola, com alunos do 1º Ciclo da Escola Básica Prof. Dr. Anibal Cavaco Silva (Boliqueime).
Atividades realizadas em 2014
Monitorização de macroinvertebrados marinhos bentónicos na Ria Formosa, em parceria com a Escola Secundária de Loulé;
Monitorização de macroinvertebrados bentónicos na ribeira da Menalva, Paisagem Protegida Local da Fonte Benémola, com alunos do 1º Ciclo da Escola Básica Dª Francisca de Aragão (Quarteira).