Festival Ecofest junta música com ambiente, um evento iniciado em 2008 na vila de Odeceixe e caracterizado por unir as vertentes de música e ambiente num só evento, contou com cerca de 5000 participantes na primeira edição.
A Almargem foi promotora da 1º edição do novo Festival que nasceu na costa Vicentina, aliando as características naturais e paisagísticas da zona, à música tradicional. Este Festival de Música e Ambiente de Odeceixe, celebrou o património musical, cultural, ambiental, natural e paisagístico, com duas vertentes que se cruzam permanentemente, Música e Ambiente.
O EcoFest decorreu de 15 a 17 de Agosto de 2008 em 3 locais: Praia de Odeceixe, Largo da vila e Espaço EcoFest (Recinto de Jogos); os dois primeiros durante o período diurno e o último pela noite dentro.
O EcoFest teve naturalmente uma preocupação ambiental, pelo que tentoureduzir ao máximo todos os desperdícios resultantes do próprio festival. Todos os materiais resultantes do EcoFest serão reciclados ou sempre que possível reutilizados. Tudo para garanatir ao máximo um bom ambiente para as próximas gerações.
Praia de Odeceixe
Programa Musical
O EcoFest recebeu durante 3 dias um vasto programa musical que apostou nas sonoridades ligadas à música tradicional ou à world music. Um género musical acessível a todas as faixas etárias, que se assume como legado cultural ou como património imaterial de um povo. Um programa que segue a filosofia do EcoFest: a de apostar na divulgação e celebração do património, seja ele ambiental, natural ou paisagístico (vertente Ambiente do festival) ou cultural (vertente Música).
Do programa constaram nomes locais (Violas Campaniças), regionais (Compassos do Tempo, Pelivento, Som Com Tom, DJ Norton), nacionais (Matias, Dazkarieh, tAnirA, DJ António Pires, DJ Osga) e internacionais (Mussel, Rare Folk).
Programa Ambiente
Em pleno Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, inquestionavelmente uma das zonas mais belas do nosso país, onde a natureza selvagem ainda prevalece e um local escolhido por muitas pessoas para passar as suas férias. Aí existem centenas de espécies de plantas e animais – algumas únicas no mundo – e também uma geologia com aspectos singulares.
Este festival foi inovador na maneira como integra as actividades ligadas ao ambiente com a diversão proporcionada pela música. Teve como objectivos promover a preservação dos valores naturais e as actividades de descoberta da natureza, bem como a sensibilização do público para as questões ambientais, associados ao bem-estar e divertimento.
Convido-se a todos para nos acompanharem em passeios pela natureza, burricadas, passeios de bicicleta, aulas de Yoga na praia, percursos interpretativos da natureza, observações astronómicas, ateliers vários para miúdos e graúdos, reflexologia, entre outras actividades em profundo respeito pela natureza.
Cartaz do EcoFest
Eclipse da LUA
O EcoFest para além de muita música e de muitas actividades de ambiente, preparou especialmente para esta edição nem mais nem menos que um ECLIPSE DA LUA, para a noite de sábado 16. Nessa noite desfrutou-se o eclipse ao som dos Rare Folk, desfrutando em pleno de um momento tão especial com o apoio de uma sessão de astronomia!
Entidades promotoras
Participaram na organização do evento a Associação Almargem, responsável pela vertente ambiental do programa, e a Blind Note encarregue da produção musical. O município de Aljezur, e o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade - ICNB concedem o apoio institucional.
A Via Algarvianaé uma Grande Rota Pedestre (GR13) com uma extensão de 300 km que atravessa o interior do Algarve, entre Alcoutim e o Cabo de S. Vicente, dividida em 14 setores, passa por diversos locais como Vaqueiros, Salir, Silves, Monchique e Bensafrim. Neste momento a GR13 com todos os seus equipamentos complementares envolve um total de 12 concelhos e 24 freguesias.
Por forma a aumentar a sua atratividade foram criadas 7 novas ligações à Via Algarviana permitindo a inter-ligação entre o litoral e interior: Marmelete/Aljezur, Mexilhoeira Grande/Monchique, Estação da CP de Loulé/Salir, Parises/São Brás de Alportel, Lagos/Bensafrim, Ameixial/Barranco do Velho e Albufeira/Alte.
Foram ainda instalados painéis informativos para a prática da observação de aves (birdwatching) em três municípios (São Brás de Alportel, Loulé e Vila do Bispo), assim como 6 painéis temáticos, 8 parques de merendas ao longo da Via e foi criado um Centro de Acolhimento em Marmelete.
Para além do seu valor intrínseco, a Via Algarviana pode ser considerada a “espinha-dorsal” de uma rede de percursos pedestres no Algarve, que a complementam e lhe criam diversas alternativas, ao sabor dos gostos e das capacidades dos caminhantes. Neste sentido, 12 percursos complementares foram instalados e encontram-se disponíveis mapas e informação de apoio que podem ser acedidos aqui.
Foram criadas ainda 4 rotas tématicas: a Rota do Contrabandista em Alcoutim, a Rota da Água em Loulé, a Rota das Árvores Monumentais e a Rota da Geologia em Monchique. Os trilhos estão sinalizados e apoiados com guias informativos que podem ser acedidos aqui.
Uma experiência inesquecível.
O Algarve é mais famoso pelo sol e pela praia, mas a Via Algarviana oferece a oportunidade para quem procura explorar um Algarve diferente, que o surpreenderá em “cada passo”, passando pelo barrocal e pelas 3 serras algarvias (Caldeirão, Monchique, Espinhaço de Cão). A Via Algarviana é percorrida por caminhantes e betetistas portugueses e estrangeiros, com o seu auge especial na primavera e outono.
Como surgiu a Via Algarviana?
Nascido em 1995, fruto da troca de ideias e da conjugação de esforços entre a Associação Almargem e os Algarve Wallkers, com o objectivo de implementar uma rota pedestre entre o Baixo Guadiana e o Cabo de S. Vicente, atravessando o interior do Algarve, a Via Algarviana viu o seu projecto aprovado em 2006, no âmbito de uma candidatura ao PROAlgarve, apresentado pela Almargem.
O projecto foi liderado pela Almargem e teve como parceiros a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento do Algarve, a Associação de Municípios, e as Câmaras Municipais de Alcoutim, Castro Marim, Tavira, S. Brás de Alportel, Loulé, Silves, Monchique, Lagos e Vila do Bispo.
No final de 2010 a Almargem viu uma nova candidatura ser aprovada, desta vez ao POALGARVE21 e envolvendo novamente a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento do Algarve, a Associação de Municípios, e as Câmaras Municipais de Alcoutim, Aljezur, Castro Marim, Lagos, Loulé, Tavira, Monchique, S. Brás de Alportel, Silves e Vila do Bispo.
Qual são os objectivos da Via Algarviana?
O principal objectivo da GR13 é promover o desenvolvimento sustentado das regiões serranas do Algarve, através da valorização do seu património cultural e ambiental, e da consolidação de pequenas iniciativas económicas locais, assumindo-se como a espinha-dorsal de uma rede algarvia de caminhos rurais, integrando e interligando percursos já existentes potenciando assim a criação de projectos semelhantes noutros locais.
Sem esquecer a promoção, divulgação e valorização do património cultural e ambiental da região, a Via Algarviana pretende fomentar e potenciar a prática do pedestrianismo na região, como componente do ecoturismo, contribuindo assim para diversificar a oferta turística da região, criando um novo produto, mas igualmente combatendo a sazonalidade do turismo. Visa ainda contribuir para atenuar os efeitos do fenómeno de despovoamento que afecta o interior do Algarve, promovendo a melhoria da qualidade de vida da população serrana.
Via Algarviana – Um Elogio à Natureza
Projeto desenvolvido pela Almargem entre os meses de Setembro a Novembro de 2019, que assentou numa estratégia regional de educação ambiental, valorizando a GR13 – Via Algarviana e a sua rede de percursos complementares enquanto ferramenta pedagógica e de interpretação dos recursos naturais e culturais dos territórios de baixa densidade da região.
Cumprindo um dos objetivos propostos, com a capacitação de empresários e técnicos de administração regional e local, foram desenvolvidas 39 ações de capacitação destinadas a estes públicos-alvo. Estas ações temáticas, com saídas de campo nas áreas de turismo sustentável, geodiversidade, biodiversidade, botânica e património cultural, contaram com 203 participantes, envolvendo o tecido empresarial e decisores e técnicos de administração regional e local.
Para o público geral, foram promovidos 11 workshops temáticos, nos quais participaram 109 pessoas. Todas estas atividades, gratuitas, levaram os participantes a caminhar por troços da Via Algarviana, guiados pelo olhar interpretativo dos parceiros do projeto. Esta foi uma parceria alargada a várias entidades: além das 5 câmaras municipais parceiras do consórcio, colaboraram nestas ações a Bird Land, o Centro Ciência Viva de Tavira, a Direção Regional de Cultura do Algarve, a GeoWalks & Talks, a Universidade de Évora e a Walkin’Sagres.
Também as escolas foram envolvidas através de ações de educação ambiental. Foram organizadas pequenas caminhadas na Via Algarviana, focando sobretudo nos valores existentes ao longo de cada troço percorrido em termos de biodiversidade, geodiversidade e património cultural com uma perspetiva de correta interpretação e valorização do território.
Uma das grandes novidades resultantes deste projeto é a disponibilização de um guia pedagógico de atividades, em formato digital, para o público escolar do 1º Ciclo. Levar os alunos a percorrer troços da Via Algarviana é o desafio. O guia apresenta uma série de propostas completamente delineadas para explorar temáticas como fauna, flora e rochas e solo. Todas as atividades estão preparadas com os devidos materiais de apoio e adaptadas às várias idades dos alunos do 1º Ciclo. O guia pode ser consultado e descarregado gratuitamente no website da Via Algarviana em www.viaalgarviana.org.
O “Quiz da Via Algarviana”, jogo didático com perguntas relacionadas com o património natural e cultural também pode ser encontrado no site da Via Algarviana.
A área de Ecoturismo e Montanhismo da Associação Almargem promove actividades muito diversificadas: caminhadas, travessias, montanhismo, percursos temáticos (flora, cogumelos, aves, etc.), saídas de campo para observação da natureza, percursos urbanos (património histórico e cultural), programas multi-actividades de mais de um dia fora do Algarve e cursos de formação.
Esta tem sido uma aposta da Almargem desde a sua fundação em 1988, podendo mesmo dizer-se que, no Algarve, fomos pioneiros neste campo. As nossas iniciativas, de carácter pontual, demonstrativo e quase sempre diferentes de ano para ano, têm constituído um verdadeiro alforge de ideias, aproveitado posteriormente por outros projectos de natureza pública e privada.
A Almargem encontra-se filiada na Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal (FCMP). Podemos assim requisitar as Cartas Campistas Nacionais e Internacionais, bem como a Carta de Montanheiro.
Desde 2008-2009, uma grande parte das nossas energias na área do ecoturismo tem vindo a ser canalizada para implementar e dinamizar a Via Algarviana, esplêndida rota pedestre através do interior algarvio, entre Alcoutim e o Cabo de S. Vicente.
Condições gerais
As actividades de ar livre da Almargem pautam-se por um respeito absoluto pelo Código de Conduta do Turismo de Natureza, aprovado pela Portaria n.º 651/2009 de 12 de Junho e pelos pontos 4 e 5 do Artº 5º do Decreto-Lei n.º 108/2009, de 15 de Maio (alterado pelo Decreto-Lei n.º 95/2013 de 19 de Julho).
Nenhuma das actividades da Almargem possui fins lucrativos. Os preços indicados destinam-se a cobrir despesas gerais, nomeadamente as relacionadas com seguros de acidentes pessoais, a concepção e preparação dos percursos, para além de pagamentos pontuais de serviços de logística, apoio e animação.
Os nossos guias e orientadores, embora não sendo profissionais, são pessoas com grande experiência técnica ou académica na área específica de cada actividade.
A inscrição nas actividades é exclusiva para sócios da Almargem. Devem ser escrupulosamente respeitados os prazos de inscrição definidos para cada actividade, bem como os respectivos pontos de encontro e horas de início (tolerância máxima: 10 minutos).
O equipamento recomendado varia consoante o tipo de actividade. Para percursos curtos e sem grande nível de dificuldade, calçado e vestuário confortável e uma pequena mochila para transporte de água e outros objectos pessoais, será o suficiente. Em actividades mais exigentes, torna-se essencial o uso de botas de montanha e um bastão de caminhada.
O grau de dificuldade de cada percurso resulta da conjugação da distância diária percorrida, os declives acumulados e outros factores, de acordo com uma Tabela desenvolvida e aperfeiçoada por nós ao longo dos anos.